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Em Terras da Ervideira
Artigo
  • Gastronomia e Vinhos

Em Terras da Ervideira

Em 1880, o Conde D’Ervideira deu início ao cultivo e produção de um dos vinhos mais conhecidos do Alentejo. Acompanhe-nos até Reguengos de Monsaraz para conhecer os segredos deste néctar nacional.

15 de novembro 2017
Na estrada que liga a localidade da Vendinha a Reguengos de Monsaraz, a tabuleta de viragem para a Ervideira leva-nos por um caminho de terra batida ladeado por vinhas.

Por esta altura os vinhedos, despidos de uvas, tomam as cores do outono e entram no processo de regeneração que os levará a produzir a colheita de 2018.


Na Herdadinha — que, em conjunto com o Monte da Ribeira, na Vidigueira, constituem os 160 hectares de propriedade da Ervideira — a atividade está agora centrada no grande edifício da adega. Aqui, a tecnologia anda de braço dado com a tradição.

A inovação e qualidade são as bandeiras desta empresa familiar, desde a criação pela mão do Conde D’Ervideira, em 1880, até aos dias de hoje, sob gestão da quarta geração de descendentes.

Vinhos que revolucionam o mercado

A Ervideira é uma marca de “primeira”. Foram os primeiros a plantar Touriga Nacional em terras alentejanas, a fazer a primeira vindima noturna e a impulsionar a produção de espumante certificado no Alentejo.


A incessante procura pela melhoria dos vinhos que colocam no mercado tem levado esta casa agrícola a introduzir técnicas específicas, como a maturação dos brancos em barricas de carvalho húngaro, oriundo de regiões mais frias e, por tal, mais denso, permitindo que o vinho respire mais devagar; ou o processo de desenvolvimento das monocastas, da vindima à barrica, apenas fazendo o blend no derradeiro momento, de modo a obter o melhor de cada casta.

Mas o processo de produção da Ervideira deixa ainda margem para a imaginação. E daí surgem néctares únicos no mercado, como é o caso do Invisível, o primeiro vinho branco a ser produzido a partir de uva tinta, ou do Vinho da Água, que estagia a 30 metros de profundidade no grande lago do Alqueva.


Da vinha à mesa
Numa visita à Ervideira conhecemos em detalhe os vinhos e todos os processos que levaram à sua criação.

Da recepção da uva, à fermentação nas grandes cubas, à cave onde das barricas em estágio emana o cheiro do vinho que aí vem, ao engarrafamento, feito com atenção ao detalhes, à expedição cuidada.

A equipa é pequena e unida. Todos se tratam pelo nome e o sentimento familiar acolhe os visitantes. E até Maria Isabel Leal da Costa, a matriarca da família e administradora da empresa, visita diariamente o espaço. Isto apesar de já contar com mais de 80 anos de idade.


Como noutras produtora de vinhos, pode visitar a adega, participar em harmonizações de vinhos e gastronomia ou até ser enólogo por um dia. Mas não pense que vai conseguir alcançar um verdadeiro Ervideira. Esse, demora anos de muito trabalho e arte para chegar à mesa.
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