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Ericeira, Meca do Surf Mundial
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Ericeira, Meca do Surf Mundial

Em poucos quilómetros de costa a Ericeira oferece sete ondas de classe mundial e, por isso, foi constituída Reserva Mundial de Surf. Areia, fundo de rocha, com mais ou menos ouriços, há surf para todos os gostos.

10 de outubro 2017

Em 2011 a Ericeira recebeu o reconhecimento que já muitos lhe davam: tornou-se Reserva Mundial de Surf. A primeira da Europa e a segunda do Mundo.
Conhecida por todos como um paraíso para o surf, as praias desta vila piscatória há muito que são procuradas por surfistas vindos de todo o país.
Foram os turistas estrangeiros, os nómadas das ondas, que primeiro trouxeram as pranchas para este local.

Hoje, vive e respira-se surf na Ericeira, com um cada vez maior número de praticantes dentro de água e uma crescente oferta de alojamento, comércio e infraestruturas dedicadas aos surfistas.

Sete ondas de pura felicidade

A Reserva Mundial de Surf estende-se por quatro quilómetros de costa, cuja configuração, que alia ângulos de exposição à ondulação, inclinação e composição de fundo marítimo, transformaram este local numa das zonas de surf mais extraordinárias do planeta.
São sete as ondas consideradas pela organização internacional Save The Waves como de excelência para a prática do surf.

Pedra Branca

Pedra Branca
Ganhou o nome por uma pedra submersa, de tom mais claro, localizada no local de arranque da onda. A Pedra Branca, na Praia da Empa, é rápida e desenvolve-se sobre uma bancada rasa de recife, sendo aconselháveis surfadas de meia maré ou maré cheia.

Esta onda funciona de 0,5 metro a 2,5 metros e, se o surfista for perito, pode apanhar um dos muitos tubos que se formam se a ondulação e o vento estiverem de feição.

Reef

Reef
Seguindo pela praia irá encontrar o Reef, uma direita que parte sobre uma placa de recife. Esta é uma onda perigosa, uma vez que tem uma zona de take-off muito curta e rápida. Ideal para ser surfada de meia maré, se conseguir fazer o tubo vai ver que vale a pena o risco. Este é um local que não aguenta muita ondulação e torna-se mais difícil se a onda ultrapassar o 1,5 metro.

Ribeira D'Ilhas

Ribeira d’Ilhas
É o cartão de visita por excelência da Ericeira. Esta praia, que muitos dizem ser gémea de Bells Beach, na Austrália, já foi palco de importantes competições de surf internacionais.

Situada num vale é um anfiteatro natural com ondas que acompanham o contorno da costa e que podem ir até aos 3,5 metros.
Por funcionar com todas as marés e vários tipos de ondulação, é perfeita para surfistas de todos os níveis, que não se assustam com as rochas que compõem o seu fundo.

Cave
Não é fácil ver surfistas nesta onda e é a menos indicada a experimentar se estiver a surfar na Ericeira pela primeira vez ou se não for um surfista muito experiente.

A Cave é poderosa e apenas começou a ser surfada recentemente.
Tubular e com um nível de risco muito elevado, a sução de água quando a onda rebenta é de tal forma intensa que esta chega a quebrar abaixo da linha de água. Daí o seu nome.

Surfar mar pequeno aqui é ainda mais perigoso. É preciso ter bastante água para separar o surfista do recife. O ideal é entrar de maré cheia e com ondulação acima de um metro.

Crazy Left

Crazy Left
Ou a “esquerda maluca”, como alguns lhe chamam. Esta onda encontra-se na baía seguinte à Cave e são raros os dias que se podem chamar de “mágicos”.
Mas quando as condições estão ideais, a parede desta onda é rápida e tubular, com várias seções.

Por se situar no canal de escoamento de água da baía, o ideal é surfar de meia maré a encher.

Coxos

Coxos
É para muitos a mais bela das sete ondas que compõem a reserva, o que se deve ao facto de se manter intacta e conservada por todos os que a utilizam.

Na busca dessa preservação, este local é também o que apresenta um dos crowds locais mais difíceis.
Não é para menos. É uma direita muito comprida, potente e, na maior parte dos dias, perfeita.

Não é difícil ver aqui os melhores surfistas nacionais e até alguns internacionais. Mas é um local desaconselhável se não domina bem o desporto.

São Lourenço

São Lourenço
É o último ponto de paragem na Reserva Mundial de Surf. São Lourenço integra a lista pelas suas direitas poderosas que quebram do lado direito da praia com o mesmo nome, sob um fundo misto de rochas, areia e recife.
Normalmente surfada na meia maré, esta onda engana à primeira vista, uma vez que o seu pico ainda se encontra longe da areia. Por isso, se lhe parecer que está meio metro é bem capaz de estar um metro ou mais.

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