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Olhar a Baixa do Porto
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Olhar a Baixa do Porto

Se não tem medo das dores nas pernas que irá sentir no dia seguinte ou das centenas de fotos que terá que descarregar da máquina fotográfica, embarque nesta visita de dois dias pelo centro histórico do Porto.

28 de outubro 2015

Dia1

A Torre dos Clérigos é um dos monumentos mais emblemáticos do Porto e o ponto de partida para este roteiro. A construção do edifício teve início em 1754 sob a direção do arquiteto italiano Nicolau Nasoni, ficando concluída em 1763.
Inserida na Igreja dos Clérigos, a torre tem seis andares e cerca de 240 degraus até ao topo. Mas vale a pena a escalada uma vez que de lá poderá avistar toda a cidade e o percurso do Rio Douro até à foz.
Para subir terá que pagar 3€ (gratuito para crianças), o que lhe dá ainda direito a visitar a Exposição Irmandade e a Coleção Christus.

De livre acesso é a igreja que impressiona pela sua arquitetura barroca e, se a visitar perto do meio-dia, pode ter a sorte de ouvir tocar o grande órgão de tubo.

Já no exterior, a Casa Oriental chama a atenção pelas cores da banca de frutas e legumes colocada à porta. Nasceu em 1910 para comercializar produtos das colónias orientais e africanas. Hoje é uma típica mercearia que se destaca pelo “bom bacalhau” ou a “muito saborosa maçã de Armamar” como anunciam os letreiros na fachada.

Em frente aos Clérigos vai encontrar o Jardim das Oliveiras. Resultado do projeto de reabilitação da Praça de Lisboa, em 2013, este espaço verde distingue-se pelas muitas oliveiras ali plantadas e serve de cobertura para a zona comercial do Passeio dos Clérigos.
Descanse no relvado depois da subida à torre e deixe-se envolver pelo toque dos sinos ao meio dia, cuja melodia dura uns bons três minutos.

A Livraria Lello, na Rua das Carmelitas, não é uma livraria qualquer. Instalada num edifício datado de 1906, cuja fachada é um exemplo de Arte Nova e do Neogótico, esta loja literária é praticamente um “monumento” do Porto. Considerada por várias publicações internacionais como “uma das mais belas do mundo”, a Lello tornou-se ponto de interesse turístico – diariamente chega a receber perto de cinco mil turistas – de tal modo que desde Julho de 2015 é cobrada a admissão.
Terá assim que pagar 3€ (valor que poderá reverter em compras) para visitar o interior, subir a escadaria vermelha e admirar todos os detalhes do local.

Desça o quarteirão e entre na Rua da Galeria de Paris. Ao longo dos últimos anos esta artéria da cidade tornou-se num dos locais mais movimentados da vida noturna portuense. Durante o dia muitas são as portas que estão fechadas mas ainda pode encontrar bons locais para almoçar.
Aproveite e dê um salto à loja A Vida Portuguesa. A marca nacional manteve a fachada e o interior da antiga Fábrica e Armazém das Carmelitas. E, pelo menos por enquanto, ainda não cobram pela entrada.

Perto dos Clérigos vai encontrar o Centro Português de Fotografia. Instalado na antiga Cadeia da Relação do Porto, poderá aqui assistir a várias exposições que vão desde a fotografia contemporânea à histórica. Dirija-se ao Núcleo Museológico António Pedro Vicente, no andar de cima, para conhecer um vasto espólio de câmaras de campo e de estúdio que datam desde o séc. XIX aos tempos de hoje.
Como está no Centro Português de Fotografia pode fotografar à vontade e não tem que pagar nada, uma vez que a entrada é livre.

Siga pela Travessa do Ferraz em direção à Rua das Flores e pela Rua Ferreira Borges até ao Palácio da Bolsa. São dez minutos de caminhada. Esta é a casa da Associação Comercial do Porto, uma das mais antigas do país, fundada em 1834. O ideal é que faça a visita guiada de modo a conhecer a história de cada uma das salas deste palácio, entre as quais a Sala Gustavo Eiffel, onde o conhecido arquiteto terá projetado obras emblemáticas como a Ponte D. Maria Pia ou o Salão Árabe, o ex-libris do edifício e que demorou 18 anos a estar concluído.

Mesmo ao lado do Palácio da Bolsa vai encontrar a Igreja de São Francisco, construída no séc. XIV, durante o reinado de D. Fernando. Considerada património mundial da UNESCO, esta igreja-museu destaca-se pela talha dourada do seu interior que já levou a que a apelidassem de “Igreja de Ouro”. Neste núcleo poderá ainda visitar a Casa do Despacho e o Cemitério Catacumbal onde estão expostas várias ossadas.

Dia2

Comece o dia na Ribeira. Passeie por entre as várias esplanadas e restaurantes no Cais da Ribeira. Mas olhe também para cima, para os edifícios antigos com as fachadas coloridas e varandas de ferro trabalhado. Este é um dos lugares mais castiços e representativos da cultura popular do Porto. Não é à toa que a Festa do São João tem aqui o seu apogeu. É também deste cais que partem muitos dos barcos que fazem os passeios pelo Rio Douro.
É por aqui que se acede à Ponte D. Luís,  ponto de passagem para Gaia e para a zona das caves do vinho do Porto. Pode percorrê-la a pé e não estranhe se no verão se cruzar com alguns miúdos que a utilizam para mergulhar nas águas do rio.

Comece agora a caminhada até à Sé. Atravesse o Túnel da Ribeira e suba pela Rua dos Mercadores e pela Rua da Bainharia. Estes são bairros típicos do Porto e é um corta-mato até à catedral. Construída no séc. XII, a Sé do Porto distingue-se pelas suas duas torres e grande rosácea central ao estilo romântico.
É também nas suas imediações que poderá encontrar a Torre Medieval e a Igreja de São Lourenço, popularmente conhecida como a Igreja dos Grilos, que ganhou esse nome pela alcunha dada aos frades da Ordem de Santo Agostinho que por ali passaram.

Caminhe pela Av. D. Afonso Henriques até à Estação de São Bento. Não queremos que apanhe o comboio para sair do Porto mas que aprecie os painéis de azulejos que preenchem o átrio principal. São 20 mil azulejos da autoria de Jorge Colaço que retratam várias cenas da História de Portugal. Vale a pena procurar as representações do casamento de D. João I ou da conquista de Ceuta.

Da Gare de São Bento à Avenida dos Aliados são escassos minutos a pé. Muito há para ver nesta artéria da cidade que tem a norte a Câmara Municipal do Porto e, a sul, o Palácio das Cardosas (séc. XIX). Aprecie os vários prédios dos anos 20 e 40 que rodeiam a Praça da Liberdade, bem como a estátua do rei D. Pedro IV, de 1866.
Suba os Aliados e vire à direita para a Rua Formosa onde encontrará o Mercado do Bolhão.

A Rua das Flores é a nossa sugestão para terminar o dia e descansar as pernas de tanta caminhada. Esta rua pedonal é zona de comércio e restauração e ganha ainda mais vida ao início da noite. É aqui que também pode ver a Igreja da Misericórdia ou o Museu das Marionetas. Não se esqueça de entrar na Jóia da Coroa, um espaço de galerias multimarcas que ocupou o edifício da antiga Ourivesaria Aliança. Acabe a visita a beber uma Sovina, cerveja artesanal produzida no Porto, na Mercearia das Flores.

Desafio

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Pontos de check-in:
  • Torre dos Clérigos
  • Centro Português de Fotografia
  • Palácio da Bolsa
  • Cais da Ribeira
  • Sé Catedral do Porto
  • Praça da Liberdade, Aliados

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