O porto de Peniche enche-se todas as manhãs, durante a época balnear, de turistas ávidos para apanhar o primeiro barco rumo à Berlenga. A principal ilha que integra
o Arquipélago das Berlengas atrai visitantes de todo o país, que procuram conhecer uma das mais extraordinárias reservas naturais de Portugal.
A viagem não é longa. Bastam cerca de 30 minutos (que podem ser agitados caso escolha fazer o trajeto em dia de maior ondulação) para atracar no pequeno porto que serve de sala de visitas do ilhéu. Logo ali, a enseada convida a banhos, mas há ainda tanto para fazer.
O que visitar na Berlenga?
Na ilha existem dois trilhos que o encaminham pelas principais atrações. O primeiro —
o trilho da Berlenga — vai do Bairro dos Pescadores, mesmo junto ao ancoradouro, à
Fortaleza de São João Baptista, passando pelo
Farol do Duque de Bragança, no ponto mais alto da ilha. Aliás, neste percurso prepare-se para muitos altos e baixos.
A fortaleza foi mandada erguer pelo Rei D. João IV, como posto de defesa do território. Após o abandono em 1847, no final do século passado foi renovada e adaptada a alojamento. Para além do forte, a área reservada ao campismo junto do Bairro dos Pescadores é o outro local onde pode pernoitar na Berlenga.
Biodiversidade única
O segundo caminho que lhe oferece uma boa visão sobre a área, bem como sobre as restantes ilhas que integram o arquipélago — as Estelas e os Farilhões —, é o
Trilho da Ilha Velha. Por aqui será conduzido até ao habitat preferido de uma das espécies de aves mais comuns na Berlenga: as gaivotas.
A ínsula é um local de nidificação para várias espécies marinhas e ponto de passagem e repouso para outras tantas migratórias. O paraíso para os amantes de
birdwatching.
Mas se a avifauna não faz parte da sua lista de preferências, não saia da Berlenga sem explorar o “Furado Grande”, um túnel natural que atravessa a ilha e que se junta às
dezenas de grutas existentes no local, muitas delas submersas e que fazem as delícias dos fãs de mergulho e
snorkeling.