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Memorial do Convento
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Memorial do Convento

É um dos maiores palácios de Portugal e na sua construção estiveram envolvidos 52 mil homens. O Palácio Nacional de Mafra está de portas abertas para quem quiser conhecer a vida da corte e dos frades do séc. XVIII.

09 de fevereiro 2016

Quem chega a Mafra não fica indiferente à imponência do Palácio Nacional que ali nasceu no início do séc. XVIII. Afinal, este é talvez o maior edifício civil que existe em Portugal.

Mandado construir por ordem do rei D. João V, este palácio-convento foi inicialmente erguido para albergar 13 frades... mas a ordem rapidamente mudou: o hoje monumento nacional seria local de residência para 300 homens religiosos e um palácio para albergar a família real e toda a sua corte.

Exterior do Palácio Nacional de Mafra

Era um palácio real que viria a ser pouco usado pelos monarcas mas não foram poupados esforços na sua construção. 47 mil homens e 5 mil soldados estiveram envolvidos na então Real Obra de Mafra, que acabou por ser a principal escola de arquitetura de Setecentos.

A experiência adquirida nesta obra acabaria por ser essencial na reconstrução de Lisboa pós-terramoto de 1755 e a dificuldade desta construção entrou para as páginas do “Memorial do Convento” do Nobel da Literatura, José Saramago.

Entre os torreões e a basílica

Se ainda tem dúvidas sobre a imensidão do Palácio Nacional de Mafra registe estes números: 880 salas e quartos (o Palácio Nacional da Ajuda tem apenas 36!), 300 celas de frades, 4500 portas e janelas.

Excelentemente conservado, este edifício guarda no interior um retrato de como era a vivência na corte.

Zona da Enfermaria

O primeiro núcleo aberto para visita alberga uma enfermaria conventual e um centro de arte sacra. Na enfermaria, doentes graves eram assistidos pelos frades-enfermeiros numa sala que reserva 16 câmaras que ainda hoje pode observar e imaginar a vida dos frades que ali trabalhavam.

Já o segundo núcleo está reservado à zona do palácio real e da biblioteca.

Quarto da Rainha no Torreão Sul

Os dois torreões principais do edifício marcam os aposentos do rei (a norte) e da rainha (a sul), com todo o mobiliário da época e salas adjacentes. A separá-los terá que percorrer 232 metros da galeria da frente, com sucessivas salas de passagem e a Sala da Bênção, ponto central da fachada do palácio e de onde a família real assistia às cerimónias religiosas para o interior da basílica ou, do outro lado e da varanda virada para o terreiro, D. João V dava a bênção ao povo.

Um biblioteca única

Não saia do Palácio Nacional de Mafra sem ver outro dos ex-libris do local: a biblioteca, uma das mais importantes de Portugal.

Não estranhe as janelas semifechadas. Está no centro de uma coleção de aproximadamente 36 mil livros, alguns tão antigos que remontam ao séc. XV, sendo necessária a sua preservação.

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra

Saiba que foi concebida uma bula papal em 1754 proibindo o desvio e empréstimo de qualquer livro deste acervo e autorizando a inclusão de obras que então eram proibidas pela Igreja Católica.

Para visitar o Palácio Nacional de Mafra terá que pagar 6€ à entrada. Mas se for com um grupo grande pondere uma das visitas guiadas. Tem muitas por onde escolher e poderão dar-lhe uma visão ainda mais peculiar deste monumento.

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