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Mina da Ciência

Todos os anos, milhares de pessoas visitam o Centro de Ciência Viva do Lousal. Fomos perceber o que atrai tantos visitantes ao fantástico mundo das minas.

11 de fevereiro 2016

As Minas do Lousal funcionaram ao longo de quase nove décadas, entre 1900 e 1988. Tal como nas Minas de São Domingos, daquele solo retirava-se sobretudo pirite, mineral usado na produção de ácido sulfúrico. O fim da rentabilidade da extração deste minério levou ao encerramento da mina que acabaria votada ao abandono.

MINAS DO LOUSAL
Há vida nova no Lousal
No entanto, e contrariando um pouco o que por norma acontece, várias entidades uniram esforços para reaproveitar o local. O Município de Grândola e a SAPEC, empresa proprietária da mina, deitaram mãos à obra e deram vida ao projeto RELOUSAL. Tal como o nome indica, o objetivo foi a requalificação do complexo mineiro e, assim, foram surgindo diversas infraestruturas.

Em 2001, foi inaugurado o Museu Mineiro do Lousal, instalado na antiga Central Elétrica que fornecia energia a todo o complexo.

MUSEU DO MINEIRO
O Museu disponibiliza aos visitantes um importante espólio de documentos, equipamentos — como geradores e compressores de ar — e objetos que explicam o dia-a-dia da exploração mineira. Funciona de terça a domingo, entre as 10h00 e as 18h00 e o bilhete de adulto tem o custo de 3.5€.

Mais do que um complexo pedagógico, as Minas do Lousal pretendem também ser um espaço turístico. Daí que, por exemplo, o Armazém Central tenha dado lugar a um restaurante e a Casa da Direção tenha sido convertida num hotel rural. E há ainda um Centro de Artesanato a funcionar onde antes existiam os escritórios!

Mina Viva!

Para além do museu, existe outro espaço que preserva bem viva a memória de um século de exploração mineira — o Centro de Ciência Viva do Lousal. Abriu portas em 2010 e, desde então, já recebeu cerca de 100 mil visitantes.

CENTRO CIÊNCIA VIVA DO LOUSAL

Os edifícios que albergavam os balneários dos mineiros, a casa do ponto e também algumas oficinas foram requalificados, mantendo a traça original, e estão agora unidos através de um pátio. Aqui funcionam diversos espaços expositivos e de divulgação científica onde se explica o mundo das minas com uma forte componente interativa.

Há um laboratório e um experimentarium onde todos são convidados a desenvolver experiências nas áreas da geologia, claro está, mas também da biologia, da física e até da matemática.

Um dos grandes atrativos do Centro de Ciência Viva do Lousal é a Galeria Valdemar. Trata-se da primeira galeria subterrânea a ser explorada na antiga mina e que, depois de recuperada, abriu ao público no ano passado.

GALERIA WALDEMAR
Uma viagem nesta galeria — que tem o nome de quem a descobriu (Valdemar Augusto de Albuquerque d'Orey) — é uma verdadeira aventura pelo mundo da mineralogia e dá-nos a sensação real do que é trabalhar debaixo da terra. A visita à galeria custa 5€ e não está indicada para menores de 6 anos de idade.

Outra viagem que não deve perder é a que o leva num percurso pedestre pela corta da Mina do Lousal. Ao longo de 2.5 km, os visitantes contactam com os minérios, entendem o tipo de solo ali existente e observam as estruturas que deram vida a todo o complexo. 

LOUSAL A CÉU ABERTO
Como vê, há muitas e boas razões para dar um salto a Grândola e conhecer este projeto que já foi premiado por diversas vezes. É que há mesmo vida nova no Lousal.

Se for até ao Centro de Ciência Viva do Lousal com a família, compre a entrada através do Programa Viagens & Vantagens e usufrua de desconto no bilhete, em portagem e em combustível.

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