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Nos quatro cantos de Portugal

Antes de percorrer os quatro cantos do mundo, convidamo-lo a conhecer os quatro cantos de Portugal. São locais únicos, quer pela sua localização quer pela sua história e beleza.

16 de julho 2020

Banhadas pelo mar ou envoltas pela serra, Caminha, Miranda do Douro, Sagres e Vila Real de Santo António demarcam as quatro pontas de Portugal. Diferentes entre si, são próximas pela importância que assumiram nas lutas territoriais com Espanha ou nas conquistas marítimas.
Hoje são destinos turísticos por excelência em Portugal, atraindo visitantes com as suas culturas e costumes, bem como com todo o património histórico e natural.

Igreja Matriz de Caminha

Entre rios, mar e serra em Portugal

Caminha é o canto mais a noroeste desta viagem por Portugal. Nasceu no centro do controlo do comércio dos metais que utilizavam o Rio Minho como rota mas, também, como ponto estratégico militar na luta contra os castelhanos e os leoneses.

Esta vila do norte de Portugal beneficia das paisagens da Serra D’Arga e da paixão pelo mar vivida nas praias da Foz do Minho, Moledo, Vila Praia de Âncora e Forte do Cão.
Com um vasto património histórico, Caminha é um catálogo de monumentos que datam desde o séc. XVI, como a Igreja Matriz, o Chafariz renascentista ou o edifício dos Paços do Concelho; ao séc. XVII como é exemplo a Casa dos Pittas, um edifício de estilo manuelino.

O concelho é igualmente rico em eventos culturais — o conhecido Festival de Vilar de Mouros, a Feira Medieval, a Festa do Mar e da Sardinha e a Romaria de S. João D’Arga.
Viajar por Caminha é percorrer os miradouros da Senhora das Neves, da Fraga e do Calvário e respirar a sua riqueza natural, quer fazendo os trilhos pedestres da Serra D’Arga ou praticando desportos náuticos no mar ou no rio.

Nenhuma viagem a esta localidade nortenha estará completa sem provar os pratos típicos da terra: o Cabrito à Serra D’Arga, a Caldeirada à Pescador ou a Lampreia do Rio Minho.
 

Pauliteiros de Miranda

Cidade-museu de Trás-os-Montes

É assim que é conhecida Miranda do Douro. A cidade que separa Trás-os-Montes da província espanhola de Castilla y Léon, nasceu pela mão do Rei D. Dinis e chegou a ser a primeira diocese da região transmontana.

Hoje, Miranda do Douro mantem as suas características medieval e renascentista, com um rico património histórico digno de visita: a Sé, as ruínas do Castelo, o antigo Paço Episcopal e a Casa de Câmara.
A sua identidade cultural é representada pelo Mirandês, que, embora pouco ouvido nos tempos que correm, detém o estatuto de segunda língua oficial de Portugal. Mas Miranda do Douro também é a Dança dos Pauliteiros, o artesanato — como as colchas feitas nos teares tradicionais, os tecidos de saragoça ou os bordados —, e a gastronomia (quem não conhece a famosa Posta à Mirandesa?).

É neste canto de Portugal que também pode ver o Burro de Miranda, uma espécie reconhecida pela sua pelagem inconfundível e que se encontra em vias de extinção.
 

Farol do Cabo de São Vicente

Finis Terrae

Partimos do norte para o sul, mais concretamente para a ponta mais a sudoeste do país. Sagres cresceu em torno do Cabo de São Vicente, local estratégico na época dos Descobrimentos. Foi o Infante D. Henrique que mandou construir na Ponta de Sagres (em meados do séc. XV) um local de apoio e proteção à navegação.

Registo desses tempos é a Fortaleza de Sagres, mas também o Forte da Baleeira e a Fortaleza do Beliche. Já o Farol do Cabo de São Vicente foi obra de D. Maria II, em 1846, e é hoje um dos faróis da Europa com maior alcance.
Pela localização entre o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e a Costa Vicentina, a vila de Sagres começou a ser destino turístico nos anos 60 e tem sido chamariz para os amantes de atividades ao ar livre e desportos aquáticos.

Igreja Matriz de Vila Real de Sto. António

Cidade pombalina

Nas margens do Rio Guadiana, e por ordem do Marquês de Pombal, nasceu Vila Real de Santo António. Construída em 1774, esta cidade era o bastião da presença portuguesa face a Ayamonte e posto de controlo do comércio transfronteiriço. Todas as suas ruas convergem para a praça com o nome do fundador onde pode visitar a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação (séc. XVIII) ou ver o obelisco ao centro, um símbolo iluminista construído em homenagem a D. José I.

Vila Real de Santo António vive dos seus tesouros naturais — a Reserva Natural do Sapal, no estuário do Guadiana, a Reserva Natural da Mata, que liga Vila Real a Monte Gordo, e o Parque Natural da Ria Formosa. Juntos assumem o seu papel na proteção das espécies locais, sendo lugares privilegiados para a observação de aves ou para atividades ao ar livre.
Destino predileto de muitos veraneantes, também a Praia de Santo António, a Baía de Monte Gordo e a Praia da Manta Rota são pontos de atração turística, quer para portugueses como para os visitantes espanhóis. Vila Real de Santo António é igualmente conhecida pela sua gastronomia – onde o atum é rei – e pelo artesanato, marcado por trabalhos em cestaria, latoaria e cerâmica, entre outras artes.

Desafio

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  • Miranda do Douro (Largo do Castelo)
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