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Tapada Nacional de Mafra — Floresta Encantada
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Tapada Nacional de Mafra — Floresta Encantada

Imagine um sítio onde os gamos e os veados espreitam pela vegetação exuberante, as águias sobrevoam as copas das árvores e os trilhos convidam a caminhadas inesquecíveis. Siga-nos numa viagem encantada pela Tapada Nacional de Mafra.

02 de dezembro 2016

Quem chega aos portões de entrada da Tapada Nacional de Mafra sabe que algo especial está prestes a acontecer. Durante quilómetros seguimos a estrutura muralhada que delimita a área florestal. Vinte e um, para sermos exatos, de um muro que guarda um dos maiores tesouros naturais da zona de Lisboa.

Entrada Tapada Nacional de Mafra

A Tapada, em conjunto com o Palácio Nacional de Mafra, compõe um exemplar incontornável do reinado de D. João V, tendo sido criada em 1747 como um parque de lazer e caça para a Corte — a Real Tapada de Mafra.

Passados 250 anos desde a sua edificação, o tempo parece não ter passado pela flora extraordinariamente rica e a fauna que tomou o local como casa, que vive livre e selvagem, apenas perturbada pelos visitantes que por ali andam.

História e Natureza
A Tapada Nacional de Mafra organiza diversas atividades: pode passear de comboio, assistir a demonstrações de voo das aves de rapina, participar em experiências de apicultura ou experimentar um workshop de falcoaria com o "Início do Treino" (consulte no site o programa definido para a estação do ano em que se encontra).

Trilho na Tapada Nacional de Mafra

Mas a melhor maneira de conhecer esta floresta encantada é percorrendo, a pé ou de bicicleta, os vários caminhos que cortam a floresta e se cruzam com linhas de água e estruturas que complementam a história da Tapada, como os Fortes do Sunível e da Milhariça, ambos pertencentes às fortificações das Linhas de Torres Vedras, e várias casas florestais — 10 no total, mandadas construir durante o Estado Novo (1926-1974).

Por esses trilhos, caminhe pé ante pé, sob o olhar atento de veados e gamos, as espécies-rei da Tapada Nacional de Mafra. Estão habituados aos humanos, mas gostam de manter a sua distância. Por isso, e se é amante da fotografia, uma lente maior poderá ser a opção certa para conseguir captar um destes habitantes da floresta.

Veado na Tapada Nacional de Mafra

Não tão visíveis, mas também presentes em quantidades generosas, são os javalis, que, por norma, se escondem nos matos de urze. Na primavera dão mais o ar da sua graça, apresentando as crias recém-nascidas.

Não esqueçamos as raposas, os ginetos, os saca-rabos e os ouriços-cacheiros. Para avistar os dois primeiros terá que fazer uma visita à noite, já que se tratam de animais noturnos.

No ar, os reis desta região são a águia-de-boneli, o bufo-real e o pequeno pisco de peito ruivo, já para não falar das perdizes, cucos, cotovias, melros, tordos, entre muitas outras espécies.

Pavilhão de Caça do Rei

Seguir os Passos dos Reis
Nesta viagem vai compreender porque é que os reis portugueses passavam aqui longas temporadas.

Existe ainda na Tapada um Museu dos Coches e das Carruagens, disponível nas visitas com guia, e pode ainda ver o Pavilhão de Caça do Rei D. Carlos, que servia de apoio às caçadas reais e onde a Família Real descansava das longas sessões no encalço dos animais.

Identificação de árvores

Se na primavera o parque ganha nova vida, onde temos a sensação que tudo renasce, no outono, o barulho das folhas a cair confunde-se com os passos dos animais que andam bem perto e a vegetação ganha uma bonita tonalidade.

A Tapada Nacional de Mafra está aberta todo o ano e é ideal para uma visita sozinho ou em família.

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