Situados a oeste de Évora, em território atravessado pela A6 e abrangendo as freguesias de Nª Sª da Tourega e de Nª Sª de Guadalupe, há três locais de grande interesse arqueológico que marcam a história da região.
O circuito de Guadalupe, como é conhecido, é constituído pelo Cromeleque dos Almendres, o Cromeleque da Portela de Mogos e o Cromeleque de Vale Maria do Meio. Estes recintos megalíticos foram, durante décadas, alvo de estudo e hoje erguem-se orgulhosos à vista de todos.

Cromeleque dos Almendres
É um dos conjuntos megalíticos mais conhecidos do Alentejo. Estamos a falar de quase uma centena de menires, cuja presença sustenta um longo período de utilização pré-histórica deste local.
Procure os menires que apresentam gravuras rupestres, como círculos, báculos ou meandros.
Consegue chegar aos Almendres através de Guadalupe, a primeira povoação que vai encontrar após a saída da A6 (Évora-Oeste).

Cromeleque da Portela de Mogos
Originalmente constituído por cerca de 40 menires, também neste local vai encontrar vestígios de imagens típicas do final do Neolítico.
Descoberto na década de 1960 pelo arqueólogo Henrique Leonor de Pina, é no interior deste recinto em elipse que se erguem cinco grandes menires, envoltos em montado que os protegem desde sempre.

Cromeleque de Vale Maria do Meio
O Cromeleque de Vale Maria do Meio foi identificado durante os trabalhos de acompanhamento arqueológico da construção da A6, cujo traçado confina ainda com várias antas, entre Montemor-o-Novo e Évora.
Para encontrar este recinto, siga as indicações na estrada nacional 370 (Escoural-Arraiolos), que cruza a A6 próximo da saída Évora-Oeste.
Quando chegar, vai encontrar um conjunto de três dezenas de menires, apresentados em ferradura. Saiba que, durante o restauro realizado em 1995, alguns dos menires de grandes dimensões foram reerguidos com a força de cerca de 70 voluntários recorrendo apenas a cordas e troncos.

Anta Grande do Zambujeiro
Fora do circuito de Guadalupe, mas também muito procurado por quem visita o Cromeleque dos Almendres, encontra-se a Anta Grande do Zambujeiro, a “maior anta da Península Ibérica”.
Próximo das instalações da Universidade de Évora, na aldeia de Valverde, este monumento encontra-se com alguns problemas de conservação, mas não deixa de ser um marco arqueológico importante na região.
Tenha em conta que todos os monumentos se encontram em propriedade privada e muitos dos acessos são exclusivamente pedestres, sendo os Cromeleques dos Almendres e de Vale Maria do Meio os mais acessíveis.