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Conhecer Viseu Em Dois Dias
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Conhecer Viseu Em Dois Dias

É uma cidade com 2500 anos de história e isso reflete-se nas ruas e monumentos. Viseu é terra de relíquias romanas, de vestígios dos tempos medievais, de palacetes e casas senhoriais.

26 de abril 2018
Catedral de Viseu

Dia1

Iniciamos a viagem por Viseu no Adro da Sé. Aqui consegue visitar quatro das principais atrações turísticas da cidade — a Catedral de Santa Maria; o Passeio dos Cónegos, que faz a ligação do claustro superior da sé à antiga Torre de Menagem; o Paço dos Três Escalões, atualmente Museu Nacional Grão Vasco; e a Igreja da Misericórdia.
Comece por entrar na Catedral de Viseu. Edificada no início do século XII, aqui encontra uma miscelânea de apontamentos de séculos diferentes introduzidos pelas remodelações que decorreram no período seguinte. Leve o tempo necessário para ver a fachada, visitar o claustro renascentista e reparar em detalhes como o coro alto (século XVI) com a sua talha dourada e cadeiral gótico.

Museu Nacional Grão Vasco

Da catedral passe para o Museu Nacional Grão Vasco instalado no Paço dos Três Escalões. Este seminário seiscentista alberga um relevante conjunto de peças representativas da arte portuguesa, nomeadamente as pinturas de Vasco Fernandes — o Grão Vasco —, um dos principais pintores da época quinhentista, cujo trabalho se destaca pela expressividade e realismo.
O museu está aberto entre as 10H00 e as 18H00, encerrando à segunda-feira, à terça-feira à tarde e nos principais feriados nacionais.

Igreja da Misericórdia

Em frente à Sé fica a Igreja da Misericórdia. Construído no século XVIII, o templo conta com uma fachada “Rocaille” e no interior vivem os traços neoclássicos.
Na capela-mor repare nos três retábulos pintados a branco e ouro. Procure também o órgão barroco em madeira dourada, datado da segunda metade do século XVIII.

Porta do Soar

À tarde há mais uma igreja para espreitar — a Capela de Nossa Senhora dos Remédios. Erguida em 1742, distingue-se pelo retábulo em talha policroma e pelos bonitos azulejos.
Bem perto desta igreja está a Porta do Soar, um dos principais elementos que restam da antiga muralha da cidade. Este monumento nacional data do século XV e foi, em tempos, um dos principais eixos de circulação em Viseu.

Janela Manuelina do Antigo Paço da Torre

Siga para a Praça da República, mas antes faça uma paragem no Antigo Paço da Torre para observar a janela manuelina. Entre as várias casas, portais e janelas góticas espalhadas pela cidade, esta é a mais exuberante e pode ser encontrada na Rua D. Duarte.
Repare nos ornamentos e no escudo de armas do cónego Pêro Gomes de Abreu.

Praça da República Viseu

A Praça da República, também conhecida por Rossio, é uma das principais da cidade e é aqui que estão os Paços do Concelho. É também ponto de partida para conhecer a Igreja dos Terceiros de São Francisco, com a sua fachada barroca, as telas da autoria do pintor viseense António José Pereira (século XIX) e os painéis de azulejos datados do século XVIII.
Pode terminar este primeiro dia de visita a Viseu com um passeio pelo Parque Aquilino Ribeiro, mesmo ali ao lado.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Dia2

A manhã deste segundo dia de visita começa na Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Construído no século XVIII, destaca-se pelas características barrocas do interior, nomeadamente mobiliário, azulejos setecentistas e a pintura que cobre a nave central da autoria de Pascoal Parente.
Já no exterior da igreja, no centro da rotunda mesmo à frente, tem um fragmento da muralha romana e o que resta de um torreão.

Porta dos Cavaleiros

Falando em muralha, dirija-se à Rua do Arco para visitar a Porta dos Cavaleiros. Nesta abertura na muralha medieval está uma imagem de São João Baptista, bem como uma escultura de Nossa Senhora da Graça, no muro mesmo ao lado. Saiba que a fonte que ali vê relembra uma cena da obra de Camilo Castelo Branco, “Amor de Perdição”.

Cava de Viriato

Bem junto do Largo da Feira de São Mateus, a maior e mais antiga feira franca portuguesa realizada anualmente em Viseu, encontra a Cava de Viriato. Esta é uma vasta área, com cerca de 30 hectares, onde se acredita que terá existido um acampamento militar romano. Pelo reconhecimento do papel de Viriato na luta contra os exércitos romanos, neste local foi erguido um monumento, da autoria do escultor espanhol Marianno Benlliure, em homenagem àquele que foi o líder dos lusitanos, entre 147 e 139 a.C..

Parque do Fontelo

Aproveite a tarde para descobrir o Parque do Fontelo e o antigo Paço Episcopal, a residência de verão dos bispos que atingiu o seu maior esplendor no século XVI.
É considerado o pulmão da cidade e está repleto de bonitos caminhos, árvores centenárias e jardins de inspiração italiana.

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