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Entre Ílhavo e a Gafanha
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Entre Ílhavo e a Gafanha

Em poucos quilómetros, percorremos locais cheios de história, descobrimos segredos da faina e edifícios de Arte Nova e até subimos a bordo de um navio! Vamos passear por Ílhavo e pela Gafanha da Nazaré.

02 de setembro 2016
Museu da Vista Alegre

Dia1

O nosso dia não poderia começar de forma mais delicada. Porquê? Bom, vamos fazer uma visita ao Museu da Vista Alegre. Fica a pouco mais de 2 km do centro da cidade de Ílhavo e é dedicado à icónica marca de porcelana nacional. Requalificado recentemente, o museu conta-nos a história da fábrica, da evolução da marca e da estética aplicada nas peças. Mais de 30 mil, no total.  O museu está instalado na antiga fábrica da Vista Alegre e, na verdade, todo o conjunto fabril (que funcionou durante décadas como uma pequena aldeia) tem sido reaproveitado.
Não deixe de espreitar a Oficina de Pintura Manual e a Capela de Nossa Senhora da Penha de França, construída no final do século XVII.
O Museu da Vista Alegre está aberto todos os dias e pode ser visitado entre as 10H00 e as 19H30. A entrada custa 6€ (mais um 1.5€ se quiser visitar a capela, cujos horários deverá confirmar).

Arte Nova em Ílhavo

Já se sabe que esta região é rica em exemplares de Arte Nova. É disso que vamos à procura, depois da visita ao Museu da Vista Alegre. Siga em direção ao centro de Ílhavo. É uma cidade pequena e, por isso, não terá dificuldade em encontrar os belíssimos edifícios deste movimento que povoam algumas das artérias.
Na Rua de Camões encontra logo dois exemplos de Arte Nova, onde se evidenciam o trabalho em ferro forjado nos portões e nos varandins e as cores vivas dos azulejos. Mais à frente, depara-se com a Vila Vieira, num tom de rosa destemido, e que hoje acolhe uma junta de freguesia.
Mas a pérola de Arte Nova de Ílhavo chama-se Vila Africana. Fica no número 135 da Rua Vasco da Gama e não há como não dar por ela já que se ergue, orgulhosa, num vigoroso amarelo. Desde os azulejos, ao trabalho nas janelas, tudo vale a pena admirar neste edifício classificado como Imóvel de Interesse Público

Museu Marítimo de Ílhavo

É tempo de visitar um outro museu. Depois da porcelana, o mar e a pesca. A história do Museu Marítimo de Ílhavo remonta à década de 1930 mas o edifício moderno que hoje conhecemos tem apenas 15 anos de vida. Estamos em terra de pescadores por isso, se o assunto lhe interessa, está no sítio certo. Neste espaço museológico preserva-se a tradição da pesca e contam-se histórias da ligação dos habitantes da terra ao mar e à Ria de Aveiro.
É também aqui que está instalado, desde 2013, o Aquário dos Bacalhaus. Num percurso circular, vamos descobrindo mais acerca do bacalhau do Atlântico, espécie que estamos mais habituados a ver no prato. O aquário tem mais de três metros de profundidade e a água é mantida à temperatura certa e com a quantidade de sal indicada para que se assemelhe ao habitat natural.
Ainda há mais um núcleo do Museu Marítimo de Ílhavo que poderá visitar: o Navio-Museu Santo André, na Gafanha da Nazaré. Como o bilhete conjunto fica mais barato, o nosso conselho é que o adquira já (entrada de adulto: 6.5€). 

Navio-Museu Santo André

É tempo agora de nos mudarmos para o lado de lá da ria. São cerca de 12 km até à Gafanha da Nazaré onde encontramos um simpático e amplo espaço verde — o Jardim Oudinot. Belíssimo passeio ribeirinho junto ao Canal de Mira, engloba cerca de 11 hectares onde pode caminhar, andar de bicicleta, tomar um café numa esplanada e até relaxar na praia ali existente.
É também aqui que está ancorado o Navio-Museu Santo André. Com quase 70 anos de vida, fez parte da frota de pesca do bacalhau e, depois da reforma, abriu portas para acolher os que procuram ver de perto (e por dentro) uma embarcação deste género. A visita inclui passagem pelo porão da salga, as camaratas da proa, o camarote do comandante e a casa das máquinas. Está aberto até às 18H00. 

Costa Nova

Para terminar o dia em beleza, sugerimos que vá até à Costa Nova. Conhecida pelas típicas casas coloridas, estes edifícios funcionavam como antigos palheiros onde eram guardadas as alfaias da pesca. Hoje são, sobretudo, casas de verão que, pelas suas características, fazem deste um local muito peculiar.
Sente-se numa esplanada, relaxe e aproveite para ver o pôr do sol. 

Desafio

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