A Via Verde existe para facilitar o seu dia-a-dia.
O gesto de passar numa portagem de auto-estrada sem parar, de efectuar o pagamento de combustível ou do parque de estacionamento, sem perder tempo em filas de espera ou à procura de trocos, é simples. Isto, graças à tecnologia desenvolvida pela Brisa – Auto-estradas de Portugal, que deu origem à Via Verde.
Fique a conhecer como tudo funciona, para que os seus gestos do dia-a-dia sejam sempre simples.
Antes de mais, saiba que as transacções na Via Verde são processadas electronicamente.
O sistema baseia-se numa Base de Dados Central, localizada na Via Verde Portugal, que está ligada a todas as portagens e à SIBS – Sociedade Interbancária de Serviços, S.A.

Os dados fornecidos pelo cliente, no cupão de adesão, são inseridos na Base de Dados da Via Verde Portugal. A identificação do cliente é então enviada para a SIBS. Depois de receber o identificador, o cliente deve proceder à sua validação numa caixa multibanco, ou seja, deve proceder à associação do mesmo a uma conta bancária.

Depois desta validação, o cliente deve instalar o identificador no vidro da viatura antes de começar a usar a Via Verde.
A SIBS informa a Via Verde Portugal que o identificador já está associado a uma conta bancária, sendo esta informação usada para actualizar a ficha do cliente, na Base de Dados da Via Verde Portugal.
Diariamente, é criada uma lista de todos os identificadores que estão associados a contas bancárias, a chamada status file, que é enviada para todas as portagens. É condição necessária, o identificador constar nesta lista, para que se acenda o semáforo verde na passagem pela Via Verde.
Acrescente-se que, no caso de mais tarde haver algum problema com o cartão multibanco usado na associação à conta bancária, a SIBS informa a Via Verde Portugal da situação, e o identificador é retirado da status file. À passagem pela Via Verde, acende-se o semáforo amarelo. O cliente deve então repetir a operação de associação do identificador na caixa Multibanco usando um cartão válido.
Ao entrar numa Auto-estrada em sistema fechado, onde a taxa de portagem depende da classe do veículo e do local de entrada, a antena localizada na via escreve no identificador a informação relativa à entrada:
- Portagem de entrada
- Via de entrada
- Hora de entrada

Ao sair da auto-estrada, a antena localizada na via lê do identificador os seguintes dados:
- Portagem de entrada
- Via de entrada
- Hora de entrada
- Número do identificador
- Classe do identificador

De notar que, no caso das portagens em sistema aberto, onde a taxa de portagem depende apenas da classe do veículo, como é o caso das pontes sobre o Tejo, a informação da transacção depende apenas de um único evento – a passagem pela antena.
Para a constituição de uma transacção completa, são ainda usadas as informações da status file e de um equipamento que classifica o veiculo à passagem pela via, por forma a confirmar a classe do identificador instalado.
Se todos os dados estiverem correctos, o valor da transacção é calculado e exibido no ecrã externo da portagem, ao mesmo tempo que se acende o semáforo verde. Caso seja verificada alguma anomalia, ou irregularidade, acende-se o semáforo amarelo e é tirada uma fotografia para análise.
As transacções e fotografias ficam armazenadas no computador da portagem, sendo transferidas para o Sistema Central da Via Verde Portugal, várias vezes por dia, e importadas para a Base de Dados.
Todos os dias, é criado um ficheiro para cada concessionária, com as transações geradas nas respectivas portagens, que depois é enviado para a SIBS. As taxas das transacções, identificadas pelo número do identificador, são então debitadas na conta bancária do cliente e creditadas na conta bancária da concessionária.
As fotografias são analisadas no Sistema Central da Via Verde Portugal, de acordo com o motivo que lhes deu origem podendo, em último caso, ser enviadas para Tribunal.
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